Para que todos tenham alimentos em abundância, pela erradicação da miséria, tomemos parte nesta luta em prol dos necessitados.
Este site não pede dinheiro, não recebe doações, aqui, nossa luta é de conscientização e só usamos palavras.


S.O.S. M I S É R I A



Diga não à pedofilia

29 de Junho de 2009

Absolvição de pedófilo pelo Supremo Tribunal Federal é condenada pela ONU

A Procuradoria Geral do Estado de Mato Grosso do Sul vai recorrer da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que negou ser crime pagar por sexo com menores de idade. O ministro Arnaldo Esteves Lima, da Quinta Turma do STJ, entendeu que um “cliente ocasional” não comete crime ao pagar para fazer sexo com crianças e adolescentes. Não só a UNICEF criticou formalmente a decisão do Supremo Tribunal, como todos os juízes e juristas de norte a sul do Brasil. A notícia vem do jornal Estado de São Paulo que publicou palavra da ONU afirmando que esse tipo de violência representa grave violação dos direitos à dignidade e à integridade física e mental de meninos e meninas. Em verdade isto é um retrocesso em anos de tentativas de conscientizar a população e punir os responsáveis.
A repercusão do caso está movendo o MP a tentar reverter esta decisão, mas no fundo o que podemos esperar se o Supremo Tribunal não está cumprindo o compromisso assumido pelo país de se enganjar contra o abuso sexual de crianças e adolecentes?
O Código Penal passou por mudanças, mas estas mudanças não estão sendo respeitadas. A decisão do STJ é embasada pelo fato de as meninas serem “prostitutas reconhecidas”. E onde anda a proteção do Estado às vítimas e a punição dos reponsáveis? Um país que lava suas mãos para com tamanha violência não está preocupado com o futuro da Nação, nem com o bem estar de seus cidadãos. E fica a pergunta: o que se esconde atrás destas absolvições aberrantes? Não seria necessário investigar estas autoridades sobre suas práticas secretas, pois quem não está contra a pedofilia está a favor.
Por Alda Inacio

7 de Março de 2009

Homens invisíveis - Relato de uma humilhação social.

A face absurda do ser humano, que cabe a mim também como ser humano e cabe a cada um que leia este texto é verdadeiramente o retrato mal traçado de um ser pobre de espírito por natureza. A gente vale pelo que é, ou vale pela posição que ocupa? A posição social que ocupamos é tudo que vale em nós. Infelizmente esta verdade pode ser provada e para provar isto o estudante de psicologia da Usp Fernando Braga da Costa candidatou-se a trabalhar um dia por semana como gari (varredor de rua) na própria universidade. Ele colocou todo o resultado do que viu e sentiu no livro chamado "Homens Invisíveis" – Relatos de uma Humilhação Social (Globo, 256 págs.). Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres invisíveis, sem nome'. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o pesquisador. O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP como aluno, passavam por mim e não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão', diz.
É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens, companheiros garis, hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Eu mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador. Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma coisa invisível, pelo qual todo mundo passa e não vê.
Eis aí o relato da miséria, que não é falta de alimentos, fome, mas é a mais baixa condição proveniente de seres como eu, você, gente de bem, que provoca no outro, a situação de ignorado, invisível, já não bastando a estes terem como trabalho limpar a sugeira humana.
Por Alda Inacio

23 de Dezembro de 2008

O espírito do Natal

De Paulo Roberto Gaefke


Deixa eu ver se o espírito do Natal já está na sua casa.
Não, não quero ver a árvore iluminada na sala,
nem quero saber quanto você
já gastou em presentes.
Quero sim, sentir no ambiente a mensagem viva
Do aniversariante desse Dezembro mágico:
toda a família está unida?
O perdão já eliminou aquelas desavenças
que ocorrem no calor das nossas vidas?
Não quero ver a sua despensa cheia,
quero saber se você conseguiu doar
alguma coisa do que lhe sobra,
para quem tem tão pouco, as vezes nada.
Não exiba os presentes que você já comprou,
mesmo com sacrifício,
quero ver ai dentro de você a preocupação
com aqueles que esperam tão pouco,
uma visita, um telefonema, uma carta,um e-mail...
Quero ver o espírito do Natal entre pais
que descobrem tempo para os filhos,
em amigos que se reencontram
e podem parar para conversar,
no respeito do celular desligado no teatro,
na gentileza de quem oferece o banco para o mais idoso,
na paciência com os doentes,
na mão que apóia o deficiente visual
na travessia das ruas,
no ombro amigo que se oferece
para quem anda meio triste, perdido.
Quero ver o espírito de Natal invadindo as ruas,
respeitando os animais,
a natureza que implora por cuidados tão simples,
como não jogar o papel no chão, nem o lixo nos rios.
Não quero ver o Natal nas vitrines enfeitadas,
no convite ao consumo,
mas no enfeite que a bondade faz
no rosto das pessoas generosas.
Por fim, mostre-me que o espírito do Natal
entrou definitivamente na sua vida,
através do abraço fraterno, da oração sentida,
do prazer de andar sem drogas e sem bebidas,
do riso franco,
do desejo sincero de ser feliz e de tão feliz,
não resistir ao desejo de fazer outras pessoas,
também felizes.
Deixe o Natal invadir a sua alma,
entre os perfumes da cozinha
que vai se encher de comidas deliciosas,
no cheiro da roupa nova que todos vão exibir,
abrace-se à sua família
e façam alguns minutos de silêncio,
que será como uma oração do coração,
que vai subir aos céus,
e retornar com um presente eterno, duradouro:
o suave perfume de Jesus,
perfume de paz, amor,
harmonia e a eterna esperança de que um dia,
todos os dias serão como os dias de natal.
Feliz Natal para você e para os seus!

1 de Dezembro de 2008

Dia Mundial da luta contra o SIDA (AIDS)

1º de dezembro - dia de comemorar
Dia Mundial de Combate à AIDS
Para que todos possam espalhar
Que a melhor solução
É sempre a informação
Educação e prevenção.
Dia de celebrar a vida.
Dia de socializar conhecimentos,
Respeitar, e não discriminarPois a vida pede dignidade,
Solidariedade e qualidadeE não apenas quantidade.
Dia de compreender que não basta falar
É preciso garantir condições para que a vida
Se possa resgatar e preservar.
Dia de gritar que direitos sociais legais
Carecem de aplicação no dia-a-dia,
Pois se forem “leis de papel”
Onde estará a garantiaDe que tudo que foi escrito
É sinônimo real de cidadania?
1º de dezembro - dia de refletir
Que todo dia é dia de viver e de lutar
Pelo direito à vida,Pelo respeito à saúde,
Pela consciência individual e coletiva
Para que todos, sem discriminação,
Respeitando as diferenças, possam desfrutar
De melhores dias sem AIDS.
E todas as armas violentas biológicas e “fabricadas”
Que nada mais fazem do que vidas, desrespeitar e ceifar.
1º de dezembro - dia de lembrar
De que todos os dias devemos, a vida, celebrar!

de Liduina Felipe M. Fernandes - Mundo Jovem



31 de Outubro de 2008

Criando um monstro

Texto de Karina Cabral.

O que pode criar um monstro? O que leva um rapaz de 22 anos a estragar a própria vida e a vida de outras duas jovens por… Nada?
Será que é índole? Talvez, a mídia? A influência da televisão? A situação social da violência? Traumas? Raiva contida? Deficiência social ou mental? Permissividade da sociedade? O que faz alguém achar que pode comprar armas de fogo, entrar na casa de uma família, fazer reféns, assustar e desalojar vizinhos, ocupar a polícia por mais de 100 horas e atirar em duas pessoas inocentes? O rapaz deu a resposta: “ela não quis falar comigo”. A garota disse não, não quero mais falar com você. E o garoto, dizendo que ama, não aceitou um não. Seu desejo era mais importante.
Não quero ser mais um desses psicólogos de araque que infestam os programas vespertinos de televisão, que explicam tudo de maneira muito simplista e falam descontextualizadamente sobre a vida dos outros sem serem chamados. Mas ontem, enquanto não conseguia dormir pensando nesse absurdo todo, pensei que o não da menina Eloá foi o único. Faltaram muitos outros nãos nessa história toda.
Faltou um pai e uma mãe dizerem que a filha de 12 anos NÃO podia namorar um rapaz de 19. Faltou uma outra mãe dizer que NÃO iria sucumbir ao medo e ir lá tirar o filho do tal apartamento a puxões de orelha. Faltou outros pais dizerem que NÃO iriam atender ao pedido de um policial maluco de deixar a filha voltar para o cativeiro de onde, com sorte, já tinha escapado com vida. Faltou a polícia dizer NÃO ao próprio planejamento errôneo de mandar a garota de volta pra lá. Faltou o governo dizer NÃO ao sensacionalismo da imprensa em torno do caso, que permitiu que o tal sequestrador conversasse e chorasse compulsivamente em todos os programas de TV que o procuraram. Simples assim. NÃO. Pelo jeito, a única que disse não nessa história foi punida com uma bala na cabeça.
O mundo está carente de nãos. Vejo que cada vez mais os pais e professores morrem de medo de dizer não às crianças. Mulheres ainda têm medo de dizer não aos maridos ( e alguns maridos, temem dizer não às esposas ). Pessoas têm medo de dizer não aos amigos. Noras que não conseguem dizer não às sogras, chefes que não dizem não aos subordinados, gente que não consegue dizer não aos próprios desejos. E assim são criados alguns monstros. Talvez alguns não cheguem a sequestrar pessoas. Mas têm pequenos surtos quando escutam um não, seja do guarda de trânsito, do chefe, do professor, da namorada, do gerente do banco. Essas pessoas acabam crendo que abusar é normal. E é legal.
Os pais dizem, “não posso traumatizar meu filho”. E não é raro eu ver alguns tomando tapas de bebês com 1 ou 2 anos. Outros gastam o que não têm em brinquedos todos os dias e festas de aniversário faraônicas para suas crias. Sem falar nos adolescentes. Hoje em dia, é difícil ouvir alguém dizer não, você não pode bater no seu amiguinho. Não, você não vai assistir a uma novela feita para adultos. Não, você não vai fumar maconha enquanto for contra a lei. Não, você não vai passar a madrugada na rua. Não, você não vai dirigir sem carteira de habilitação. Não, você não vai beber uma cervejinha enquanto não fizer 18 anos. Não, essas pessoas não são companhias pra você. Não, hoje você não vai ganhar brinquedo ou comer salgadinho e chocolate. Não, aqui não é lugar para você ficar. Não, você não vai faltar na escola sem estar doente. Não, essa conversa não é pra você se meter. Não, com isto você não vai brincar. Não, hoje você está de castigo e não vai brincar no parque.
Crianças e adolescentes que crescem sem ouvir bons, justos e firmes NÃOS crescem sem saber que o mundo não é só deles. E aí, no primeiro não que a vida dá ( e a vida dá muitos ) surtam. Usam drogas. Compram armas. Transam sem camisinha. Batem em professores. Furam o pneu do carro do chefe. Chutam mendigos e prostitutas na rua. E daí por diante.
Não estou defendendo a volta da educação rígida e sem diálogo, pelo contrário. Acredito piamente que crianças e adolescentes tratados com um amor real, sem culpa, tranquilo e livre, conseguem perfeitamente entender uma sanção do pai ou da mãe, um tapa, um castigo, um não. Intuem que o amor dos adultos pelas crianças não é só prazer - é também responsabilidade. E quem ouve uns nãos de vez em quando também aprende a dizê-los quando é preciso. Acaba aprendendo que é importante dizer não a algumas pessoas que tentam abusar de nós de diversas maneiras, com respeito e firmeza, mesmo que sejam pessoas que nos amem. O não protege, ensina e prepara.
Por mais que seja difícil, eu tento dizer não aos seres humanos que cruzam o meu caminho quando acredito que é hora - e tento respeitar também os nãos que recebo. Nem sempre consigo, mas tento. Acredito que é aí que está a verdadeira prova de amor. E é também aí que está a solução para a violência cada vez mais desmedida e absurda dos nossos dias.

14 de Outubro de 2008

Dra. x Adriane Galisteu


Crônica de reabertura deste blog: Arnaldo Jabor
Será que a opinião pública está tão interessada assim na visão que Narcisa Tamborindeguy ou Adriane Galisteu têm da vida?
A julgar pelo espaço que a mídia dedica a esse tipo de formador (?????) de opinião, o Brasil virou um imenso Castelo de Caras. Adriane Galisteu, após o seu casamento relâmpago, falou às páginas amarelas de “Veja” e deu aula magna de insensibilidade, egoísmo e… sinceridade!
Estranha mistura, mas a moça tem razão quando se diz sincera. Ela não engana, revela-se de corpo (e que corpo!) inteiro, e o retrato que aparece é assustador!
Adriane teve uma infância atribulada, perdeu o pai aos 15 anos, ainda pobre, e um irmão com AIDS quando já não era tão pobre. “Eu não tinha um tostão, não tinha dinheiro para comprar um pastel. Meu irmão estava doente. Minha mãe ganhava 190 reais do INSS, meu pai já tinha morrido. Eu sustentava todo mundo e não tinha poupança alguma”.
Peço licença a Adriane, mas vou falar de outra infância triste de mulher, a de Rosa Célia Barbosa. Seu perfil - admirável - surgiu em recente reportagem da “Vejinha” sobre os melhores médicos do Rio de Janeiro. Alagoana, pequena, 1m50cm, começou a sua odisséia aos sete anos. Largada num orfanato em Botafogo, Rosa Célia chorou durante meses. “Toda a mulher de saia eu achava que era a minha mãe que vinha me buscar. Depois de um tempo, desisti.”.
Voltemos a Adriane Galisteu. Ela é rica, bem sucedida, e “nem na metade da escada ainda”. A escada, não deixa de ser uma boa imagem para alguém que - como uma verdadeira Scarlet O´Hara de tempos neoliberais (muito mais neo que liberais) - resolveu que nunca mais vai passar fome. Até aí, tudo bem; mas é desconcertante ver como o sofrimento pode levar à total insensibilidade.
Pergunta da repórter a Adriane se ela faria algo para o bem do outro: “Para o bem do outro? Não, só faço pelo meu bem. Essa coisa de dar sem cobrar, dar sem pedir, não existe. Depois, você acaba jogando isso na cara do outro.”
“Você nunca cede, então?” “Cedo, claro que cedo. Já cedi em coisas que não afetam a minha vida. Ele gosta de dormir em lençol de linho e eu gosto de dormir em lençol de seda. Aí dá para ceder…”
Rosa Célia fez vestibular de medicina quando morava de favor num quartinho e trabalhava para manter-se. Formou-se e resolveu dedicar-se à cardiologia neonatal e infantil, quando trabalhava no Hospital da Lagoa. Sem saber inglês, meteu na cabeça que teria que estudar no National Heart Hospital, em Londres, com Jane Sommerville, a maior especialista mundial no assunto.
Estudou inglês e conseguiu uma bolsa e uma carta da Dra. Sommerville. Em Londres, era gozada pelos colegas ingleses por causa de seu inglês jeca. Ganhou o respeito geral quando acertou um diagnóstico difícil numa paciente escocesa, após examiná-la por oito horas seguidas. “Ela falava um inglês ainda pior do que o meu”, lembra Rosa Célia divertida.
Adriane Galisteu está rica, mas não confia em ninguém, salvo na mãe. Nem nos amigos.
Vejam: “Eu não posso sair confiando nas pessoas”. Não tenho motorista, nem segurança, por isso mesmo. É mais gente para te trair. Eu confio mais nos bichos do que nas pessoas. Ainda existem pessoas que acham que eu tenho amnésia. Muitas das que convivem comigo hoje já me viraram acara quando estava por baixo. Mas você pensa que eu as trato mal? Trato com a maior naturalidade. Porque elas podem até me usar, mas eu vou usá-las também. “É uma troca.”
De Londres, Rosa Célia iria direto para Houston, nos Estados Unidos. Fora escolhida e convidada para a Meca da cardiologia mundial. Futuro brilhante aaguardava. Uma gravidez inesperada atrapalhou o sonho. Pediu 24 horas para pensar e optou pelo filho, voltando ao Rio de Janeiro. Reassumiu seu cargo no Hospital da Lagoa e abriu consultório. Mas todo ano viaja para estudar. Passa no mínimo um mês no Children´s Hospital, em Boston, trabalhando 12 horas por dia.
“Você gosta de dinheiro, (Adriane)?” “Adoro dinheiro e detesto hipocrisia”. Gasto, gosto de gastar, gosto de não fazer conta, de viajar de primeira classe. Tem gente que fala: esse dinheiro que ganhei eu vou doar… O meu eu não dôo não. O meu eu dôo é para a minha conta. Eu adoro fazer o bem, mas também tenho minhas prioridades: minha casa, minha família. Primeiro vou ajudar quem está mais próximo. “Mas faço minhas campanhas beneficentes. “
Rosa Célia atualmente chefia um sofisticadíssimo centro cardiológico, o Pró-Cardíaco. Lá são tratados casos limite, histórias tristes. O hospital é privado e caríssimo, mas ela achou um jeito de operar ali crianças sem posses. Criou uma ONG, passa o chapéu, fala com amigos e com empresários. O seu Projeto Pró-Criança já atendeu mais de 500, e 120 foram operadas. Sonhei a vida inteira e fiz. Não importou ser pobre, mulher, baixinha, alagoana. Eu fiz.”
Voltemos a Adriane Galisteu e esbarraremos, brutalmente, na frustração. Já tive vontade de viajar e não podia. Queria ter um carro e não tinha. Queria ter feito uma faculdade e não tive Dinheiro. Não que eu sinta falta de livros, porque livro a gente compra na esquina, e conhecimento a gente adquire na vida. Eu sinto falta é de contar para os amigos essas histórias que todo mundo tem, do tempo da faculdade.
Duas vidas, dois perfis fora da normalidade, matéria-prima para os órgãos de imprensa.
Mas qual é a mais valorizada pela mídia hoje em dia?
É fácil constatar e chegar à conclusão de que há algo muito errado com a nossa sociedade. Pode ser até que o leitor tenha interesse mórbido em saber o que as louras e morenas burras ou muito espertas andam fazendo, mas a mídia não deve limitar-se a refletir e a conformar-se com a mediocridade, o vazio, o oportunismo e a falta de ética. Os órgãos de imprensa devem ter um papel transformador na sociedade e, nesse sentido, estaríamos melhor servidos se houvesse mais Rosas Célias nos jornais, nas revistas e TVs que nos cercam.
Voltando ao Castelo de Caras, as belas Adrianes, Narcisas, Lucianas, Suzanas ou Carlas, certamente encontrarão lá um espelho mágico… Se for mesmo mágico dirá que Rosa Célia é mais bela do que todas vocês.


14 de Julho de 2008

Partindo para USA

Bem pessoal chegou a hora da partida, enfim, eu parto ao Brasil em poucos dias e de lá voarei para os EUA onde a ONG com a qual trabalho tem laços e eu fui convidada para dirigir estes trabalhos em New York. Estarei chegando lá ,os primeiros dias do mês de agosto, ficarei ainda uns poucos dias no Brasil. Repassarei para estas páginas meu percurso com fotos e informações.Por enquanto o blog ficarùa parado.Quero dizer que foi muito bom este espaço, onde eu pude falar o que quis e como quis, da maneira como entendo as coisas; alguns amigos aqui eu arrumei, os quais têm-me escrito e, aos quais eu agradeço a compreensão de certas palavras ditas em alta voz (rsssssss).Será que valeu à pena? Para mim valeu.São três Blogs que se extinguem hoje nos quais aprendi muito a ver mais de perto o ser humano.A quem ainda passa deixo um abraço, a quem visitarei no Brasil : estou chegando!Novos rumos de vida me esperam e só Deus sabe como será.Beijo a todos com carinho.
Por Alda Inacio

11 de Julho de 2008

Texto de Luiz Fernando Veríssimo

Texto para refletir:

Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um cartaz enorme, no qual estava escrito: " Faleceu ontem a pessoa que impedia seu crescimento na Empresa. Você está convidado para o velório na quadra de esportes".
No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava bloqueando seu crescimento na empresa. A agitação na quadra de esportes era tão grande, que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório.

Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava:

- Quem será que estava atrapalhando o meu progresso?
- Ainda bem que esse infeliz morreu!

Um a um, os funcionários, agitados, se aproximavam do caixão, olhavam o defunto e engoliam em seco. Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma. No visor do caixão havia um espelho e cada um via a si mesmo...

Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento:

Você mesmo!

Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida.
Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida.
Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo.

"SUA VIDA NÃO MUDA...

QUANDO SEU CHEFE MUDA,
QUANDO SUA EMPRESA MUDA,
QUANDO SEUS PAIS MUDAM,
QUANDO SEU (SUA) NAMORADO(A) MUDA.

SUA VIDA MUDA QUANDO VOCÊ MUDA!
VOCÊ É O ÚNICO RESPONSÁVEL POR ELA."


"OS TRISTES ACHAM QUE O VENTO GEME; OS ALEGRES ACHAM QUE ELE CANTA."

O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença.


Luiz Fernando Veríssimo

7 de Julho de 2008

32 mortes de crianças na Santa Casa de Belém

Diante destes índices divulgados progressivamente fazem alguns dias, temos a impressão que os altos índices de mortalidade infantil no Brasil remontam à algumas década passadas. O que está acontecendo? Passou a hora de alguém fazer análises urgentes para apurar os fatos. Antes de tudo, não permitir internamento de crianças nesta unidade hospitar, nem tampouco nascimentos.
Veja o texto da Agência Brasil:
A Santa Casa de Misericórdia em Belém (PA) já registra 32 bebês mortos desde o dia 20 de junho. A informação foi confirmada pela assessoria da Secretaria de Saúde do Pará. A concentração de mortes em junho provocou a mudança de direção da Santa Casa e o estabelecimento de metas de saúde para o estado. O motivo das mortes, de acordo com a Secretaria de Saúde, é o fato de as crianças chegarem ao hospital com a saúde muito debilitada e de as mães não fazem pré-natal ao longo da gravidez. A assessoria informou que a Santa Casa recebe muitos pacientes encaminhados dos municípios e está atendendo 50% acima de sua capacidade. A assessoria do governo do Pará informou que na sexta-feira (4) uma comissão formada por profissionais da rede pública de saúde se reuniu com prefeitos de 11 municípios para cobrar o atendimento básico às mães ao longo da gravidez. Outras reuniões devem ocorrer com a participação de mais prefeitos.
O período mais crítico, quando chegaram a ser registradas 20 mortes na maternidade do hospital em apenas uma semana, levou o então presidente da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, Antônio Anselmo Bentes de Oliveira, a deixar o cargo. Ele e toda a diretoria entregaram os cargos à governadora do estado, Ana Júlia Carepa.Na sexta-feira o governo do Pará divulgou nota na qual informava as medidas acertadas entre o Ministério da Saúde e a Santa Casa para melhorar o atendimento. Entre elas a contratação de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal no setor privado, a aquisição de unidades de transporte e a contratação de de profissionais para atendimento neonatal.Em junho 21% dos recém-nascidos morreram no hospital. Segundo a Secretaria de Saúde, o número estaria pouco acima do permitido pela Organização Mundial de Saúde, que consideraria normal até 17% de mortes, dependendo da situação.
Matéria da Agência Brasil repassada aqui por Alda Inacio

28 de Junho de 2008

Cuide dos seus rins, alguém pode roubá-los.

José Paulo estava muito animado para aquela festa do sábado à noite; ele era um imigrante brasileiro vivendo na Holanda. Sua única diversão, depois que ali chegou era a Internet, à qual dedicava as horas que restavam do seu dia e noite.
Foi num salão da bate-papo que José conheceu Mary, uma Holandesa muito bonita que apresentou-se a ele em língua espanhola. Compreender, ele compreendia um pouco e mais importante do que comprender, era preciso contactar, fazer amizades, caso contrário José enlouqueceria naquela solidão demasiado grande.
O convite para aquela festa de sábado foi aceito imediatamente e no horário marcado José estava no café, pronto para o encontro com a garota de fala espanhola. Em seguida a menina chegou e eles foram para um endereço que a jovem conhecia. José deixou-se levar confiante. A moça esforçava-se para se fazer entender e mesmo durante a festa os dois ficaram mais à parte, porque o restante das pessoas naquela casa só falavam a língua Neerlandesa.
Depois de beber o terceiro copo de cerveja José começou a sentir-se estranho. Sua cabeça girava e ele garantia que tinha hábito de beber. Podia ingerir uns 6 copos que ainda continuava de pé.
Mas,aquele dia a coisa ficou esquisita, ele sentia a cabeça girando e não dava para continuar. Foi então convidado a ser conduzido à casa pela moça que o acompanhava e não teve como dizer não, afinal já temia o vexame que ia dar.
Minutos depois estavam no carro rumo ao quarto onde ele morava sozinho, e no percurso José viu as luzes apagarem-se pouco a pouco. Na manhã, quando o barulho da rua o despertou, José estava imerso numa banheira cheia de gelo, sentia frio e estava quase congelado. Ao lado dele havia um bilhete, onde se lia "telefone para o hospital urgente" e tinha um número de telefone, ao lado estava seu celular. Ele ligou para aquele número e gritou socorro. Quando os médicos chegaram confirmaram o fato: José havia sido roubado, ele não possuia mais os seus dois rins.

Esta história tem se repetindo demais atualmente nos quatro cantos do mundo e a
RTL- Info canal de jornalismo belga, publicou hoje a condenação de um ladrão de órgãos, chefe da máfia de roubos de órgão Michel Mastromarino, de 44 condenado em USA. Ele foi condenado a 54 anos de prisão pelo roubo de mais de 1.000 órgãos. Portanto, aos amantes das noitadas em festas: todo cuidado é pouco. Roubar órgão é a moda do momento.
Por Alda Inacio

23 de Junho de 2008

Mulher, exemplo de humanidade, salva vida de rapaz em favela no Rio

Esta notícia publicada pelo G1 com vídeo do fantástico é o retrato da violência no Brasil, é o espelho de "Tropa de elite", o filme, no entanto é a realidade, nua e crua. Como sempre, este é o presente brasileiro sentado na violência e aqui, esta violência resultou na tortura e assassinato de um grupo de rapazes no morro da Providência no Rio.
Que coragem teve esta senhora, vendo os brutamontes policiais linchando o grupo de rapazes, batendo, empurrando, levando mais ali na frente, onde seriam executados, foi quando ela puxou um dos rapazes para dentro da casa dela. Ela salvou a vida deste jovem que estaria morto junto com os outros. Que coragem !
Ela gritava no meio dos policiais "Não façam isto ! Parem ! Pelo amor de Deus! Para que esta violência toda? E eles não pararam. Sorte dela que não foi morta também, pois gente das favelas não valem nada, são como boi no pasto, servem para morrer, não é assim? Que prova de amor ao próximo esta senhora deu. Prova viva de que nas favelas tem gente humana; gente que a gente tem vontade de abraçar, de apertar nos braços e dizer: "você é uma jóia rara minha senhora, que Deus te abençoe.
Tanta violência e mortes por causa de drogas e a polícia, que devia gerenciar a situação faz o papel de cão da morte, enviados do diabo, matando, fazendo acordos com os traficantes para entregar concorrentes de outra favela. Recebendo dinheiro para fazer o serviço. E nesta polícia é que a socieade deve confiar. São eles os protetores da sociedade e você deve dormir em paz com estes "anjos" matando seus filhos nas ruas, nos morros...Ou você pensa que nos morros do Rio só tem bandido?
E aquela senhora ainda disse: puxei o rapaz pra dentro da minha casa como se puxasse meu filho para salvar sua vida. E esta é uma prova de que lutar contra a miséria geral ainda vale a pena porque ainda tem gente do bem, mecedora de uma vida melhor.
Por Alda Inacio

18 de Junho de 2008

Número Internacional de ajuda à criança : 116-111

Neste post quero simplesmente reforçar a intenção deste espaço que é o de ajudar a melhorar o mundo, mesmo que esta ajuda seja uma pequena sementinha, menor que um grão de areia. A beleza de todas as praias são as grandes dunas, compostas por trilhões de grãos de areias.

Foi criado um número de ajuda Internacional para crianças de qualquer parte do mundo e este número deve ser aodotado por países, no caso o Brasil e tantos outros e venho por meio desta mensagem pedir às autoridades brasileiras que adotem o número Internacional:




116 111

Portugal, República Tcheca, Dinamarca, Estônia, Finlândia, Grécia, Hungria, e Suécia já adotaram o número e nós brasileiros devemos adotá-lo também. As razões são muitas. Digamos que cada país queira resolver seus problemas intenamente, mas não devemos esquecer que o mundo está globalizado, nossas crianças têm contatos com outras crianças do mundo inteiro. Se cada uma guardar na cabeça o número do seu país e um dia estiver no exterior, não conseguirá ligar devido à tanta burocracia e números a compor, para que a chamada chegue ao destino.
Um outro fato é que, pouco a pouco, um número comum para os quatros cantos do mundo será melhor guardado na memória infantil e comunicado entre as cranças nos bate papos, nas escolas, nas viagens, etc.
Esta idéia é da UIT (União Internacional de Telecomunicações) apoaida pela ONU e o número recebe por volta de 10 milhões de ligações anualmente vindas da parte de crianças e adolescentes procurando ajuda, conselhos e intervenções de emergência.
Por Alda Inacio

11 de Junho de 2008

Denúncia contra o INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social)

Matéria de Maria Franscisca da S. Santos (jornalista)

Este é um grito de alerta de pessoas com doenças incuráveis, cujo trabalho foi abandonado porque a doença não permite trabalhar, ficando a pessoa à mercê de esmolas de amigos, passando necessidades graves, sendo negado, por parte do INSS o apoio financeiro que elas têm direito. Em todo o país a cada dia grupos de pessoas se levantam para gritar, unidas com o Ministério Público. Um levantamento feito junto a DATAPREV mostrou-nos que 6,5 milhões de pessoas pedem aposentadoria anualmente mas no ano de 2007 somente 3,2 milhões conseguiram aposentar-se por INVALIDEZ. Então nos perguntamos: e as outras pessoas pertencentes à esta cifra de mais de 3 milhões o que vão fazer da vida? Vão mendigar nas ruas da cidade?

No caso de doenças como a esclerose múltipla: falta aperfeiçoamento na área, para os médicos do INSS entenderem esta doença, pois, se negam a posentadoria para um doente incurável, negam porque não têm competência para compreender o diagnóstico. Falta competência aos médicos do INSS e isto é uma vergonha nacional.

Veja abaixo o convite para uma audiência pública hoje em Goiânia, onde será pedido explicações ao INSS sobre negativas de aposentadorias para doentes incuráveis.

Verereadores e portadores de esclerose múltipla promovem audiência pública para discutir atos periciais do INSS.
As dificuldades de identificação e reconhecimento das limitações enfrentadas pelos portadores de esclerose é um dos problemas que motivaram a realização de uma Audiência Pública para discutir os atos periciais do INSS, especialmente os que dizem respeito à incapacidade laborativa dos portadores de esclerose múltipla e demais segurados. A Audiência Pública é uma iniciativa do vereador Djalma Araújo, em parceria com pacientes do Centro de Referência em Investigação e Tratamento de Esclerose Múltipla do Hospital das Clínicas da UFG – CRIEM. Ela foi pensada após o relato de vários portadores da doença que, mesmo estando com o laudo de médicos especialistas atestando a falta de condições de seus pacientes exercerem suas atividades, tiveram negados o pedido de concessão de auxílio-doença pelos peritos do INSS.


Convite:
Com a audiência espera-se conhecer os critérios que norteiam a ação dos técnicos peritos do INSS, trocar informações sobre a doença que muitas vezes não é devidamente diagnosticada e discutir o que pode ser feito para evitar que a dificuldade de reconhecimento das limitações provocadas pela doença prejudiquem pacientes que de fato necessitem do auxílio.
Estima-se que existam no mundo 2,5 milhões de pessoas portadoras de esclerose múltipla.Em Goiânia cerca de 750 diagnosticadas com a doença são atendidas pelo Centro de Referência em Investigação e Tratamento de Esclerose Múltipla do Hospital da Clínicas.

Participarão da audiência as seguintes autoridades:

Drª Denise Sisterolli – Chefe do CRIEM;
Aureolino Lustosa – Chefe de Perícia do INSS;
Ailto Batista Machado e Isaac Benchimol – Promotores Públicos.
Maiores informações: (62)3524 4379 / 3524 4380 / 8472 6114




CONVIDO A TODOS OS BRASILEIROS PARA ADERIREM NESTA LUTA.



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6 de Junho de 2008

A crise dos alimentos

Vejam só como a ordem das coisas se distorce levando o problema para uma outra tangente que nos obriga a ter um outro ponto de vista sobre situações tão graves quanto esta da crise dos alimentos. O combate e conscientização, que antes visava abrir os bolsos dos ricos, incluindo os governos, para estancar a miséria, começa a perder terreno diante da falta destes alimentos. Veja bem que até certo tempo atrás a oferta era grande e o desperdício também. Nossa intenção era conscientizar para melhor distribuição e, em poucos meses as estatísticas começaram a mostrar a falta dos produtos.
Reportagens como a da Revista Veja onde nos mostra o perigo que correm 100 milhões de pessoas, que podem descer na escala de pobreza para miséria absoluta, obriga-nos a pensar na impotência de certas ações.
Na reportagem da Veja são inumeradas as causas da crise como segue abaixo:
1 - Os países emergentes estão comendo mais:
No caso estes países são : China, India e Brasil, isto quer dizer também que, a população destes países estão deixando o campo e consumindo produtos urbanos, com isto a produção diminuiu e o consumo aumentou. Até mesmo os hábitos alimentares mudaram e o consumo de carne aumentou, sendo que para produzir um quilo de carne é necessário 8 quilos de grãos, dá para entender o resultado deste fato.
2 - Aumentos sucessivos no preço do petróleo:
O aumento sentido nos dois últimos anos foram de 110% e isto desencadeou um aumento generalizado nos preços dos alimentos, complicando a crise num sentido geral.
3 - Mudança na forma de aplicação de capital nas bolsas mundiais.
4 - Aumento da produção destinada ao biocombustível:
A produção de etanol é um dos mais graves problemas e não adianta tapar o sol com a peneira, deixar de produzir soja para produzir milho, com certeza o preço do óleo dispara e a falta deste aumenta a crise da alimentação. Por outro lado o uso do milho para produzir combustível vai deixar faltas na alimentação bovina, fazendo com que a carne dispare em alta de preço. Em particular sobre este ponto o Brasil talvez seja um dos poucos países a produzir o biocombustível a partir da cana de açúcar, o que torna nosso país isento das acusações da ONU sobre crime contra a humanidade por parte de quem produz o bio a partir de alimentos como milho.
5 - Fatores naturais como enchentes, pragas, doenças nos rebanhos.
Conclusão:
Esta análise resumida acima é apenas um índice a ser analisado e compreendido, digamos que este é um dos lados do problema. Por outro lado, não vamos nos deixar convencer por estes fatores e cruzarmos nossos braços partindo de princípios (se bem que justificados) mas que poderiam transformar a humanidade em animais insensíveis para com o processo de alteridade (o próximo). Isto quer dizer que, apesar dos fatores estarem contra a igualdade de consumo alimentar no mundo, nós continuamos a lutar pelos irmãozinhos miseráveis, estendendo a mão, dividindo o pão e seguindo nossa luta a favor dos que nada tem. Por mais grave que o problema posso vir a ser é nossa obrigação lutar até o fim para que todos possam comer como seres humanos que são.
Por Alda Inacio